Sites pessoais para Tradutores


Será que um tradutor precisa ter um site pessoal para conquistar clientes na internet? Me fiz essa pergunta há muitos anos e resolvi pesquisar. Na época, entrei em contato com tradutores mais experientes e eles me deram uma luz sobre o assunto. A primeira coisa que eles me explicaram foi que ter um site pessoal servia para dois objetivos.

 

Credibilidade na internet

Muitos clientes até hoje têm muito medo de contratar alguém pela internet. É compreensível, considerando que existem sim malandros na internet.

Ter um site pessoal é algo que dá mais credibilidade a um tradutor freelancer. Vai ser uma prova a mais de que aquele profissional realmente existe e não vai simplesmente sumir e deixar o cliente na mão.

Outra fonte de jobs

Além de ser fortalecer a credibilidade de um profissional, um site pessoal pode ser uma fonte adicional de jobs. Muitos clientes buscam no Google e acham meu site pessoal. Então, acabo conseguindo jobs diretamente através dele.

É claro que para conseguir jobs dessa forma é necessário ter um pouco de noção de SEO, mas não é algo muito complexo. Mesmo quando eu tinha site bem mais simples do que eu tenho agora, conseguia clientes através dele.

O que devo colocar num site pessoal?

Tive muita dúvida em relação a isso quando comecei. Muitos tradutores que usam sites pessoais o utilizam como um simples cartão de visitas, com nome, foto e email, além de algumas amostras de trabalhos anteriores.

Outros já são mais criativos e vão além, criando artigos sobre os temas nos quais se especializam. Isso mostra para possíveis clientes que, além de traduzir, esse profissional sabe criar conteúdo sobre tal assunto, elevando a qualidade do trabalho.

Outro ponto essencial do site pessoal é ter uma área exclusiva com depoimentos de clientes anteriores. Falar do próprio trabalho é uma coisa, mas ter um cliente anterior falando bem do seu serviço é, sem dúvida, muito melhor. É claro que, para fazer isso, você precisa de um excelente relacionamento com seu cliente e uma proximidade suficiente para pedir tal coisa. Afinal, nem todos os clientes querem seus nomes e/ou fotos por aí.

Como criar um site pessoal?

Quando eu comecei minha carreira de tradutor, criei um site bem básico e gratuito no WordPress. Porém, paguei por algo que é crucial: o domínio personalizado. Não é muito legal ter um site com um domínio genérico. Então, recomendo que compre um domínio .com ou .com.br. Acho que a alternativa mais barata é fazer como eu fiz, que é criar um blog gratuito no WordPress e pagar somente pelo domínio personalizado.

Eventualmente, comecei a pagar por hospedagem na GoDaddy para expandir o site. Entretanto, não é algo necessário caso o objetivo seja um site bem básico. O domínio personalizado, porém, eu acho essencial.

Dica extra: depois de comprar um domínio, considere pagar um pouco mais para ter um email personalizado também. Eu uso e recomendo o G Suite, da Google. Caso você compre seu domínio em uma das principais empresas que vendem esse produto, a configuração do G Suite é muito simples. Além disso, o G Suite conta a interface do Gmail, que, na minha opinião, é a melhor.

Ter um site pessoal é algo obrigatório para um tradutor freelancer?

Não! Existem muitos profissionais bem sucedidos na área que não têm sites pessoais. De qualquer forma, acho que minha carreira teria tido um começo mais lento caso eu não tivesse feito meu site para expôr meu trabalho e mostrar meus clientes anteriores. Percebi que quase todos meus clientes grandes visitaram meu site antes de me contratarem. Então, até o momento, valeu a pena.

A concorrência na internet é muito grande. Sempre devemos batalhar com as ferramentas que temos. Ter um site e um email pessoal é uma delas, principalmente considerando que a maioria dos tradutores não fazem isso.